“O pânico é o ‘fracasso necessário’ de quem tenta ser perfeito e onipresente” (Joel Birman)
A tentativa desesperada de controlar o incontrolável é o oposto da alienação: é a prova de que o sujeito não só “vê o futuro”, como o teme justamente por saber que ele não é possível.
O objetivo do tratamento não é transformar ninguém em uma estátua fria que nunca se preocupa com o amanhã. É desmontar a tirania do "e se...?", permitindo que o paciente descubra que o imprevisível não é necessariamente trágico e que a vida só pode ser vivida no presente imperfeito, não nas certezas absolutas do futuro.