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O tratamento da compulsão e do vício na psicoterapia

Lucas Sibucks | Psicólogo · CRP 05/86867

Seja na compulsão alimentar, nas compras por impulso, no uso excessivo de telas ou em outros comportamentos que parecem um vício, o relato costuma vir acompanhado de uma enorme sensação de fracasso: a pessoa acredita que tudo se resume a falta de força de vontade ou fraqueza moral. O ato compulsivo entra como uma válvula de escape urgente.

É frequente a pessoa se acusar de autossabotagem porque sabe, racionalmente, o estrago financeiro, físico ou emocional que o ato vai causar. No momento do impulso, a necessidade de silenciar a angústia é tão desesperada que as consequências futuras perdem completamente o peso.

Por trás do comportamento compulsivo

Tratamentos baseados apenas em restringir o hábito ou focar em metas rígidas costumam gerar o fenômeno da substituição: quem para de comer em excesso começa a comprar descontroladamente, porque a ferida original continua aberta. Na análise, o objetivo não é calar o sintoma à força, mas entender do que ele está tentando te defender.

O trabalho analítico não promete transformar você em uma máquina de autocontrole inabalável. A proposta é criar um intervalo entre a sensação de aflição e a atitude impulsiva, permitindo que você aprenda a reconhecer as próprias necessidades sem ter que usar o excesso para tolerar a própria vida.

Dê o primeiro passo

Você não precisa atravessar isso sozinho.

Quero lidar com uma compulsão