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A dificuldade em fazer escolhas sob a psicoterapia

Lucas Sibucks | Psicólogo · CRP 05/86867

A vida e sua imprevisibilidade muitas vezes nos levam à tomada de decisões diante de cenários sensíveis e complexos. Não é incomum nos vermos divididos diante de duas ou mais possibilidades – alguns afirmam “seguir o coração”, outros buscam calcular minuciosamente as possibilidades de sucesso ou de fracasso que uma escolha poderia acarretar… O mais curioso em ambas as situações não é exatamente o que acabam escolhendo, mas o que, no fim, motiva a escolha: seja por intuição ou racionalização, o que determina a tomada de uma decisão é a relação que o indivíduo tem com sua autoimagem refletida no Outro – no mundo externo.

Escolhas entregam a posição subjetiva de quem escolhe…

É justamente por esse motivo que muitas pessoas acabam presas a cálculos e mais cálculos como uma suposta etapa de preparação, mas que acaba se revelando como uma estratégia muito sofisticada de adiamento frente ao risco da escolha. Da mesma maneira, muitos dos que afirmam priorizar seguir sua intuição, o fazem como estratégia de reforçamento de padrões já conhecidos para evitar lidar com cenários inéditos – em ambos os casos, o que se vê é o receio pelo novo e pelo choque com a ideia de sermos incompletos, faltantes e imperfeitos.

A psicanálise busca esse choque narcísico. Ao tolerar o seu próprio “não saber”, o sujeito pode se permitir ao erro, ao acaso, àquilo que não pode controlar e, com isso, compreender que é exatamente na imprevisibilidade da vida que grandes reflexões e percepções sobre si e sobre como se vê o outro podem florescer.

Dê o primeiro passo

Você não precisa atravessar isso sozinho.

Quero lidar com a falta