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Família, conflitos e herança na psicoterapia psicanalítica

Lucas Sibucks | Psicólogo · CRP 05/86867

Uma família pode parecer "completa" e "normal" por fora: pai, mãe, filhos, todos morando na mesma casa. Isso, porém, não garante que as funções emocionais estejam sendo bem cumpridas. Por outro lado, uma família "diferente" do modelo tradicional (mãe solo, dois pais, criação por avós etc.) pode oferecer tudo que é necessário para o desenvolvimento saudável de uma criança. Para a psicanálise, "família" é menos sobre quem são as pessoas e mais sobre os papéis que elas exercem na vida emocional de alguém. Isso significa que uma criança pode crescer sem a mãe biológica, por exemplo, mas ter uma avó, uma tia ou até uma babá que cumpre esse papel de cuidado e afeto. Isso conta tanto quanto um laço de sangue.

Família e hereditariedade

Questões que os pais não conseguiram elaborar (segredos de família, perdas não vividas, medos não enfrentados) podem, de alguma forma, reaparecer na vida dos filhos, mesmo sem que ninguém tenha "ensinado" isso conscientemente. É como se algumas coisas fossem transmitidas em silêncio.

O que a psicanálise busca é ajudar a pessoa a sair de uma posição de repetir automaticamente uma história que não escolheu, para uma posição de maior autoria sobre sua própria vida – sabendo de onde vêm certos padrões, mas não sendo mais governada por eles de forma cega.

Dê o primeiro passo

Você não precisa atravessar isso sozinho.

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