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Insônia
Insônia
Lucas Sibucks | Psicólogo · CRP 05/86867
Deitar o corpo exausto na cama e ver a mente acelerar em sentido contrário é uma experiência solitária. O relógio avança… Para a psicanálise, dormir não é apenas um ato mecânico ou um processo biológico automático: dormir é um ato de confiança e entrega psíquica. Para dormir, o aparelho psíquico precisa fazer o que Freud chamava de recolhimento dos investimentos afetivos no mundo externo. Exige fechar os olhos, abrir mão do controle, tolerar a vulnerabilidade e aceitar não vigiar nada por algumas horas. Investimos em fármacos que professam a “noite perfeita” quase que como em um interruptor, mas parece que o corpo insone, mais do que não conseguir dormir, de alguma forma, não o quer.
Insônia não é (só) falta de sono
Desperto, o sujeito evita o medo do desamparo que o sono impõe. Dormir é ceder ao inconsciente; ficar acordado é manter a ilusão de controle da autoimagem.
O que deseja então o corpo que se recusa a desligar? Evitar pesadelos? Assistir mais um pouco de TikTok? Adicional noturno?