O receio de se impor diante do outro…
Boa parte desse medo nasce da obrigação infantil de ser o "bom menino(a)" que nunca frustra ninguém. A análise convida a uma emancipação incômoda, mas libertadora: bancar a própria voz sabendo que desagradar faz parte do jogo social. A rejeição do outro não precisa ser sentida como aniquilação do próprio valor.
Trabalhar o medo do outro na clínica não é transformar uma pessoa reservada em alguém exuberante e expansivo, mas ajudá-la a baixar a guarda o suficiente para descobrir que o olhar alheio não é um tribunal e que a vulnerabilidade é o único preço honesto para não viver preso em leis internas.