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Lidar com o medo do outro na psicoterapia

Lucas Sibucks | Psicólogo · CRP 05/86867

Quando alguém sente pânico de se expor, de falar em público ou de ser avaliado em uma conversa, quase nunca é o outro real que está sendo temido. O sujeito pega o seu próprio juiz interno e projeta nos olhos de quem está na frente. O olhar do outro se torna ameaçador.

O receio de se impor diante do outro…

Boa parte desse medo nasce da obrigação infantil de ser o "bom menino(a)" que nunca frustra ninguém. A análise convida a uma emancipação incômoda, mas libertadora: bancar a própria voz sabendo que desagradar faz parte do jogo social. A rejeição do outro não precisa ser sentida como aniquilação do próprio valor.

Trabalhar o medo do outro na clínica não é transformar uma pessoa reservada em alguém exuberante e expansivo, mas ajudá-la a baixar a guarda o suficiente para descobrir que o olhar alheio não é um tribunal e que a vulnerabilidade é o único preço honesto para não viver preso em leis internas.

Dê o primeiro passo

Você não precisa atravessar isso sozinho.

Quero lidar com o medo