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Somatizações na psicoterapia

Lucas Sibucks | Psicólogo · CRP 05/86867

Quando a mente fica sem palavras para dizer o que dói, o corpo costuma se encarregar disso. Para a psicanálise, o corpo é o primeiro território onde a existência se inscreve. A cultura contemporânea exige que sejamos inabaláveis e funcionais o tempo todo. A pessoa reprime a raiva, engole frustrações no trabalho e sustenta uma postura calma e estável. Como o colapso emocional não tem autorização para acontecer, o corpo decreta greve à força através de uma crise inflamatória ou autoimune.

Como lidar com a dor?

Permitir que o paciente desmonte a armadura de "pessoa forte que aguenta tudo" e dar um lugar legítimo para a revolta, para a tristeza e para o choro abre válvulas de escape, tirando dos órgãos a obrigação de lidar com o peso da existência.

O papel da escuta psicanalítica é construir uma ponte entre a dor e a palavra. Trata-se de ajudar o sujeito a reconectar o episódio físico aos momentos de crise, perdas ou tensões da vida, ensinando a mente a traduzir em linguagem aquilo que ela aprendeu a descarregar nos tecidos. A aposta da psicanálise com o paciente somatizador é transformar a “ferida” em história contada, permitindo que a boca fale para que o corpo não precise mais sangrar.

Dê o primeiro passo

Você não precisa atravessar isso sozinho.

Quero compreender minha dor