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Vício e dependência química para a Psicanálise

Lucas Sibucks | Psicólogo · CRP 05/86867

O vício se impõe na vida do sujeito. Ele está relacionado à repetição de uma sensação já experienciada e que gera prazer. Seja através do álcool, da nicotina, dos medicamentos, do jogo, da pornografia ou mesmo pelo uso compulsivo de telas, o sofrimento quase sempre começa quando a pessoa percebe que o que antes era uma escolha virou uma necessidade inegociável para conseguir atravessar o dia.

Por que é tão fácil se viciar?

Nossas exigências por prazeres imediatos nos aproximam cada vez mais de uma vida saturada, produtificada, dependente do consumo abusivo. Enquanto buscamos por um modelo de felicidade, a lógica atual de consumo se fortalece ao ofertar a promessa de plenitude a quem se sente desesperado com a situação atual da vida.

A psicanálise reconhece os limites orgânicos da dependência química severa. Quando necessário, o trabalho caminha lado a lado com o suporte médico, psiquiátrico e redes de apoio, tratando a abstinência física enquanto a análise cuida das feridas emocionais que abriram espaço para o consumo desenfreado. O tratamento não busca criar uma vida de privação amarga, mas ajudar a pessoa a restabelecer pontes com o próprio desejo, com outras pessoas e com fontes reais de satisfação, para que a existência, de pouco em pouco, abandone muletas químicas para se sustentar.

Dê o primeiro passo

Você não precisa atravessar isso sozinho.

Quero lidar com um vício